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A tia dos doces
Francisco caminhava tranquilo pelas ruas do centro da cidade. Ele viu uma mulher com uma caixa de isopor algumas vezes, e chegou a desviar dela para não ser abordado assim como outras pessoas faziam. Ela parecia ser uma vendedora. Mesmo com aquele alvoroço de gente, ele seguia calmo, de loja em loja, observando e comprando o necessário para sua casa nova. Estava de férias da faculdade e do trabalho, se deu ao luxo de passear sem pressa. Foi uma manhã de muitas compras, e a li
Odilon Júnior
há 15 horas3 min de leitura
A fazenda e a capela
Ninguém acreditou quando eu disse que a casa continuava esperando por alguém. E hoje eu retorno, adulto, e encaro aquela casa mais uma vez. Eu era uma criança quando jurei não retornar, mas minhas escolhas me trouxeram de volta a esse lugar... E eu preciso encarar tudo isso. Por mais incrível que minha memória seja, eu não me recordo do que está lá dentro... Nem do porquê a pequena capela estar desativada. Meus avôs cresceram no vilarejo aqui perto e compraram esses terrenos
Odilon Júnior
8 de jul.3 min de leitura
A chave para uma viagem
Este conto foi escrito como um exercício de escrita criativa. O desafio consistia em desenvolver uma história utilizando os seguintes parâmetros: Tema: Toda porta cobra um preço para ser aberta. Frase inicial: "Quando encontrei a chave, ela já parecia estar esperando por mim." Par de palavras (ambas devem aparecer no texto): ferrugem e perfume. Mini-cenário: Uma pequena estação ferroviária abandonada, onde nenhum trem passa há muitos anos. Pequeno conto: Quando encontrei a ch
Odilon Júnior
1 de jul.2 min de leitura
A máscara do senhor Olímpio.
Neuza saiu cedo de casa, o sol nem havia raiado direito quando o galo cantou. Ela levantou-se de sua cama, acordou o marido, se arrumou e partiu rumo a grande casa do senhor feudal da região. Ela não gostava de ir lá, sentia que aquela casa começava a agarrá-la logo a ser vista. Era uma casa grande, de pedra, sombria, seu jardim era mórbido, sem vida. Somente árvores escuras e sem alguma flor. O jardineiro também não gostava de trabalhar, nem a cozinheira, nem os outros... Ma
Odilon Júnior
29 de jun.2 min de leitura
O afogamento de Emily
- Você tem que aprender a nadar. – insistia seu pai. – Sua mãe foi a melhor nadadora do mundo. Esse dom está em seu sangue. - Eu não quero. – relutava jovem Emily, com seus treze anos. - Não é uma questão de querer. Já está em seu sangue. Você precisa ser a melhor. - Pai... - Você vai treinar até não conseguir mais. Eu volto para te buscar as vinte e duas horas. - Pai... eu não vou nadar isso tudo. - Vai sim! Seu pai saiu, deixando-a sozinha na piscina. Todas as outras crian
Odilon Júnior
29 de jun.3 min de leitura
A história nunca contada dos meus avôs
Este conto foi escrito como um exercício de escrita criativa. O desafio consistia em desenvolver uma história utilizando os seguintes parâmetros: Tema:O preço de conhecer uma verdade. Frase inicial:"Quando abri a terceira gaveta, encontrei algo que não deveria existir." Par de palavras (ambas devem aparecer no texto): farol e cicatriz. Mini-cenário: Uma estação ferroviária abandonada que não aparece em nenhum mapa. --------------------- Quando abri a terceira gaveta, enc
Odilon Júnior
17 de jun.4 min de leitura
Carmem, a velha
Este conto foi escrito como um exercício de escrita criativa. O desafio consistia em desenvolver uma história utilizando os seguintes parâmetros: Tema: Vila onde ninguém envelhece, mas tudo tem prazo de validade. Frase inicial: “O calendário da casa assobiou o meu nome na manhã em que o vizinho apagou.” Par de palavras: Ritual / Pilha de documentos. Mini-cenário: Um lugar onde você pode trocar um sonho por uma memória — mas existem tarifas e taxas. --------------------- O
Odilon Júnior
2 de jun.2 min de leitura


O sapo rei
O sapo rei - conto feito em um exercício de escrita
Odilon Júnior
6 de fev.4 min de leitura


A loira do banheiro - uma origem
Linda estava deitada no chão, sentia o sangue escorrer de sua cabeça e rodear seu corpo, seguindo um fluxo que o levava ao ralo do banheiro. Seus olhos estavam vidrados no teto, ainda os sentia arder com a chama da raiva. Talvez fosse a única coisa física que sentia. Seu corpo já não se mexia. Pouco tempo atrás, após vomitar toda a bebida que bebeu na festa da turma, Linda estava naquele banheiro, tentando se recompor. Algumas colegas chegaram ao banheiro feminino, falaram co
Odilon Júnior
29 de jan.2 min de leitura


O guarda-chuva
Conto rápido criado como exercício para estimular a criatividade. Esse conto se baseia no medo de enxergar as ilusões da vida.
Odilon Júnior
16 de jan.3 min de leitura


A tempestade de gritos
Um pequeno conto medonho baseado em um fato, uma experiência asusstadora.
Odilon Júnior
26 de abr. de 20243 min de leitura


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