A máscara do senhor Olímpio.
- Odilon Júnior
- há 3 dias
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Neuza saiu cedo de casa, o sol nem havia raiado direito quando o galo cantou. Ela levantou-se de sua cama, acordou o marido, se arrumou e partiu rumo a grande casa do senhor feudal da região.
Ela não gostava de ir lá, sentia que aquela casa começava a agarrá-la logo a ser vista. Era uma casa grande, de pedra, sombria, seu jardim era mórbido, sem vida. Somente árvores escuras e sem alguma flor.
O jardineiro também não gostava de trabalhar, nem a cozinheira, nem os outros... Mas todos precisavam, o custo de vida era alto e ainda mais custoso para os pobres daquela época.
O senhor Olímpio ainda dormia quando Neuza chegou em seu quarto para começar a limpar. Ela já estava acostumada com isso – o velho bebia muito durante a noite e dormia a manhã inteira, sempre. Era horrível limpar aquele quarto que fedia a vômito, urina e bebidas. Mas era necessário, era preciso trabalhar pelo salário consideravelmente bom que aquele homem pagava.
Em uma cristaleira do quarto estava guardada uma máscara de ouro que o senhor Olímpio usava em seus bailes. Neuza nunca se aproximou daquele móvel.
Certa vez, em um dos bailes feitos uma vez por mês em um sábado, Neuza foi selecionada para trabalhar. Foi instruída a vestir um uniforme melhor e a usar uma máscara branca sorridente. Nesse dia ela viu essa máscara se mexer sobre o rosto de seu Olímpio que emanava um olhar carnívoro e vermelho pelas frestas dos olhos. Neuza não se lembra por completo, mas teve certeza de que a jovem moradora do vilarejo estava nesse baile, sendo abraçada e paquerada pelo homem da máscara dourada.
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Esse conto foi criado como parte do exercício de escrita criativa no curso de "Introdução à escrita de histórias de terror".
O Objetivo do exercício é escolher um objeto e contar uma história de terror, ou pelo menos começá-la.
Objeto: Máscara festiva.
--> Espero que tenha gostado.

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