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A chave para uma viagem

  • Foto do escritor: Odilon Júnior
    Odilon Júnior
  • 1 de jul.
  • 2 min de leitura

Este conto foi escrito como um exercício de escrita criativa. O desafio consistia em desenvolver uma história utilizando os seguintes parâmetros:

Tema: Toda porta cobra um preço para ser aberta.

Frase inicial: "Quando encontrei a chave, ela já parecia estar esperando por mim."

Par de palavras (ambas devem aparecer no texto): ferrugem e perfume.

Mini-cenário: Uma pequena estação ferroviária abandonada, onde nenhum trem passa há muitos anos.


Pequeno conto:

Quando encontrei a chave, ela já parecia estar esperando por mim. Aquele perfume que guiava minha mão de encontro a ferrugem... uma chave tão antiga quanto a história deste mundo. A porta se aproximava de mim levantando a poeira dos trilhos abandonados há tanto tempo, segurando uma foice. Quero abri-la... mas será que vale a pena?

  • Essa ideia surgiu antes de escrever o conto. Apenas um parágrafo medonho.


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A chave para uma viagem

Quando encontrei a chave, ela já parecia estar esperando por mim. Mais uma vez uma chave em meu caminho. Não era um legado, nem tampouco uma herança desconhecida. Era um objeto que insistia em aparecer para que eu abra aquela porta.

O frio do metal retorcido me leva a esquecer os perigos desse local enferrujado. Pregos, metal, correntes... essa estação ferroviária foi esquecida e abandonada por uma sociedade doente que precisa de urgência e rapidez... Seria lindo percorrer esses trilhos agora, a luz do dia, e apreciar toda essa beleza em forma de paisagens.

Será que o perfume das flores alcançaria minhas narinas ou a velocidade do trem não permitiria isso?

Mas essa chave tem um símbolo pequeno em sua haste... um olho. Talvez eu não abra um porta aqui... E se eu me deitar nesse chão ou me sentar nesse banco e fechar os olhos? Será que ela abre algo dentro de mim e eu pule para outra estação?

Eu prefiro ver as belezas do mundo à escuridão de minha alma...

Depois de tanto tempo vivendo com certos humanos, tenho medo de minhas feridas internas.

Agora que me sentei reparei em uma porta vermelha do outro lado dos trilhos.

A porta está conservada e é maior que as convencionais...

Meus pés me guiaram até de frente a ela.

Meu coração se agarrou ao banco.

Minhas mãos estão prestes a girar a chave.

Mas o valor é alto demais... diz meu medo.

Queria ouvir o som da locomotiva. Talvez assim eu acorde.

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