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A tia dos doces
Francisco caminhava tranquilo pelas ruas do centro da cidade. Ele viu uma mulher com uma caixa de isopor algumas vezes, e chegou a desviar dela para não ser abordado assim como outras pessoas faziam. Ela parecia ser uma vendedora. Mesmo com aquele alvoroço de gente, ele seguia calmo, de loja em loja, observando e comprando o necessário para sua casa nova. Estava de férias da faculdade e do trabalho, se deu ao luxo de passear sem pressa. Foi uma manhã de muitas compras, e a li
Odilon Júnior
há 15 horas3 min de leitura
A fazenda e a capela
Ninguém acreditou quando eu disse que a casa continuava esperando por alguém. E hoje eu retorno, adulto, e encaro aquela casa mais uma vez. Eu era uma criança quando jurei não retornar, mas minhas escolhas me trouxeram de volta a esse lugar... E eu preciso encarar tudo isso. Por mais incrível que minha memória seja, eu não me recordo do que está lá dentro... Nem do porquê a pequena capela estar desativada. Meus avôs cresceram no vilarejo aqui perto e compraram esses terrenos
Odilon Júnior
8 de jul.3 min de leitura
Um hotel “Sinistro” – Arquivo 1
O “Hotel Sinistro” surgiu em meados de 2023, quando decidi criar um jogo de tabuleiro enquanto eu jogava um clássico de terror no Playstation 2. E sim, o hotel antes era só um conjunto de apartamentos que misturava elementos de jogos de uma mesma franquia. A inspiração veio após a fusão das ideias: “E se eu fizesse algo com a temática do “Jogo do Xis” – um jogo de tabuleiro -, misturado com “Silent Hill 2” – que era o que eu estava jogando, e na mesma noite eu estava exploran
Odilon Júnior
4 de jul.3 min de leitura
A chave para uma viagem
Este conto foi escrito como um exercício de escrita criativa. O desafio consistia em desenvolver uma história utilizando os seguintes parâmetros: Tema: Toda porta cobra um preço para ser aberta. Frase inicial: "Quando encontrei a chave, ela já parecia estar esperando por mim." Par de palavras (ambas devem aparecer no texto): ferrugem e perfume. Mini-cenário: Uma pequena estação ferroviária abandonada, onde nenhum trem passa há muitos anos. Pequeno conto: Quando encontrei a ch
Odilon Júnior
1 de jul.2 min de leitura
A máscara do senhor Olímpio.
Neuza saiu cedo de casa, o sol nem havia raiado direito quando o galo cantou. Ela levantou-se de sua cama, acordou o marido, se arrumou e partiu rumo a grande casa do senhor feudal da região. Ela não gostava de ir lá, sentia que aquela casa começava a agarrá-la logo a ser vista. Era uma casa grande, de pedra, sombria, seu jardim era mórbido, sem vida. Somente árvores escuras e sem alguma flor. O jardineiro também não gostava de trabalhar, nem a cozinheira, nem os outros... Ma
Odilon Júnior
29 de jun.2 min de leitura
O afogamento de Emily
- Você tem que aprender a nadar. – insistia seu pai. – Sua mãe foi a melhor nadadora do mundo. Esse dom está em seu sangue. - Eu não quero. – relutava jovem Emily, com seus treze anos. - Não é uma questão de querer. Já está em seu sangue. Você precisa ser a melhor. - Pai... - Você vai treinar até não conseguir mais. Eu volto para te buscar as vinte e duas horas. - Pai... eu não vou nadar isso tudo. - Vai sim! Seu pai saiu, deixando-a sozinha na piscina. Todas as outras crian
Odilon Júnior
29 de jun.3 min de leitura


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