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Não olhe para trás.
— Ah... Você aqui, novamente — disse uma voz rouca. — Não! Não! Não! Aquilo se escondeu na escuridão até que a pessoa voltou seu rosto para o ponto de luz do outro lado do ambiente. — Não olhe para trás! Você não quer me ver! E você NÃO pode me ver. — O que eu faço aqui? — Você morreu. O silêncio reinou enquanto a pessoa caminhava lentamente para a frente. Seus passos pareciam flutuar no ar, ao mesmo tempo que enfrentavam uma correnteza em sentido contrário. — Eu morri... Ach
Odilon Júnior
21 de out.5 min de leitura
Um passeio pelo mundo
Eu estava voltando para casa após uma consulta médica. Resolvi caminhar um pouco — era uma distância tranquila e sem morros. Senti algo diferente na minha cabeça. Não peguei meu celular, deixei-o no bolso. Comecei a reparar na rua, nas flores, no céu. Era tudo bem mais vivo e confortável do que nos anúncios. Minha cabeça esquentou um pouco, parecia que tinha algo dentro. Sentei-me em um banco de pedra, embaixo de uma árvore fresca. Queria pegar o celular e pesquisar o que era
Odilon Júnior
30 de set.3 min de leitura
A porta
Exercício de escrita criativa realizado hoje, 23/09/2026, com o tema "Porta". Esse exercício permitiu explorar duas variações de contos, trazendo significados diferentes e o uso do sobrenatural - terror - em um dos contos. Microconto: A porta semiaberta Havia uma porta fora de casa que um homem adulto só a via aberta quando estava longe. E mesmo quando ela se aproximava, sorrindo, esperançoso... a porta se fechava. Nos entalhes do batente de madeira escura, havia formas que l
Odilon Júnior
23 de set.4 min de leitura


Experiência própria em um concurso de design: do conceito à melhoria, o que eu aprendi
Experiência própria em um concurso cultural. O que aprendi e pude melhorar no meu trabalho.
Odilon Júnior
16 de set.3 min de leitura
A cova
Aquele dia nublado, tão coberto pelas mantas fofas e cinzentas, estava ainda mais triste que o normal. Depois de meses de luta, de esperança, de empenho... era hora de pôr um fim. O destino já havia sido aceito. O pai já havia comprado a passagem para uma outra realidade. Era hora de se despedir. Nem as flores que Mariane carregava deixavam o ambiente alegre e colorido. Eram lírios brancos. Mas ela nem sabia o porquê de ter escolhido aquelas flores. Todos os presentes estavam
Odilon Júnior
16 de set.4 min de leitura
O espelho molhado
- Diana, você pode relaxar. Está segura aqui. – disse uma voz feminina, suave, e a cada palavra o corpo ia se afundando naquela poltrona macia. – Eu estarei com você durante todo o percurso... Respire lentamente. Nós faremos uma viagem para dentro do seu subconsciente. Diana tinha acabado de se mudar para uma nova cidade. Dizia que busca novas oportunidades. E encontrou. Entretanto, o novo emprego exigia acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico para que os fu
Odilon Júnior
9 de set.5 min de leitura
A janela
Ninguém mais olhava para aquela janela. E nem por ela. Era como se toda aquela chuva sem fim inundasse a percepção de toda a cidade – que cada vez mais diminuía. Lá no centro da cidade existia um prédio solitário, sem uso, abandonado. E sim, com certeza era o mais alto de todos. Bem no meio. E lá no alto, aquela janela aberta, dourada. Mas ninguém se atrevia entrar no prédio, nem subir as escadas empoeiradas e, tampouco, se permitir olhar pela janela. “Pare de olhar para jane
Odilon Júnior
2 de set.3 min de leitura


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