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Experiência própria em um concurso de design: do conceito à melhoria, o que eu aprendi

Foto do escritor: Odilon Júnior
Odilon Júnior
há 1 dia
3 min de leitura

Participar de um concurso de design exige estar ciente de que a criação será julgada — e não consumida rapidamente em qualquer tela. E nem sempre alcançamos o resultado esperado — o que pode ser uma parte interessante da jornada. Mas sempre alcançaremos um resultado, e precisamos de maturidade para reconhecê-lo.

Recentemente, participei do concurso “Manto da Nação”, uma oportunidade que convidou torcedores e designers a desenvolverem uma proposta de camisa para a nação flamenguista. Não fiquei entre os dez finalistas, mas a experiência de criar, tentar e participar se tornou interessante e me permitiu analisar meu próprio processo criativo.

Esse post tem a intenção de registrar quatro momentos importantes dessa experiência: a concepção, a participação, a análise do resultado e a melhoria que me propus a fazer, mesmo sem buscar outro resultado — apenas buscando aprimorar meu trabalho.

E, claro, também quero mostrar a estampa que desenvolvi...

Perdão. Quero mostrar AS ESTAMPAS que desenvolvi.

Primeiro: a concepção.

Penas e superação. Um conceito que veio a partir da análise da história do time.

Imagem 01: desenho e vetor criados para o concurso.
Imagem 01: desenho e vetor criados para o concurso.

O briefing propunha criar uma estampa que representasse a identidade, a história e a grandeza do Flamengo através de novas ideias, grafismos e texturas, respeitando a identidade do time — cores, símbolos e marcas.

Entender como o time transformou um símbolo de preconceito em uma marca forte me fez querer trabalhar com um elemento importante: o urubu.

Mas não diretamente usando a imagem da ave na camisa.

Me propus a desenhar as penas, de maneira simples — permitindo uma imagem mais limpa —, representando o voo sobre o preconceito, a adversidade e as limitações.

Escolhi o “menos é mais”, um conceito que considero importante no design.

Segundo: a participação.

Depois de escolher o conceito, parti para a parte mais trabalhosa e divertida: o criar.

Aquilo que todo designer ama fazer e que sempre exige tempo: criar, desenhar, arriscar, conceber.

Organizei os elementos na estampa, buscando manter a proposta inicial: penas desenhadas manualmente que constroem o grafismo do manto.

Além da estética, precisei me atentar às limitações do concurso: tipo de material, escudo, patches, gola, mangas, cores, aplicações, tecido e todas as especificações necessárias para que a proposta funcionasse tanto como produto quanto como imagem — tendo uma boa apresentação.

Proposta enviada.

Imagem 02: proposta enviada.
Imagem 02: proposta enviada.

E o que fazer durante esse processo?

Esperar.

Terceiro: a análise.

O resultado veio, mas não como esperado.

Minha proposta não ficou entre os dez finalistas, mas algumas seguiram um conceito semelhante e estavam lá. Lindas, por sinal.

E, sim, fiquei frustrado por não estar lá, porque investi tempo, pesquisa e criatividade em todo o processo.

Daí me veio uma pergunta em mente: o que eu poderia ter feito diferente?

Primeiro, votei na proposta que mais se assemelhava à minha.

Depois, decidi investir mais tempo em analisar o meu próprio trabalho.

O conceito estava bom. Talvez me tenha faltado explorar mais o trabalho manual. Sair do simples e arriscar.

Quarto: a melhoria.

Sem pretensão, redesenhei as penas com mais detalhes e alterei o design da camisa.

E aquilo me encheu de orgulho.

Mantive meu conceito em um layout ainda tão bonito quanto o anterior.

Imagem 03: Melhoria no desenho e na proposta.
Imagem 03: Melhoria no desenho e na proposta.

Mas, se o resultado não veio, por que eu continuei?

Simples.

Meu pai é flamenguista.

E o orgulho de contar aos outros que participei do concurso me fez querer melhorar minha proposta.

Tanto que, após mais algumas horas criando, adaptei minha proposta inicial, alterando os elementos para uma camiseta estampada, sem marca e sem patches do time.

Imagem 04: ideia melhorada, camiseta para presente.
Imagem 04: ideia melhorada, camiseta para presente.

Uma camiseta personalizada como presente de aniversário.

Às vezes, a gente espera um resultado específico, como uma classificação, mas a experiência adquirida pode ser muito mais valiosa se soubermos compreender o processo e seus efeitos.

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